Imortal
Razão esquecida no retrato da minha paixão
Tempos passados pelos atalhos errantes
Ode refletida da imagem viva da tua alma
Estampada nos vestígios de sangue
Sempre consumidos pelas doces lembranças que me ferem.
Amor, por que fazes isso comigo???
Amor ferido pelas metáforas errantes vívidas
Mas com véus para ocultarem as verdades
Na vaidade da máscara da morte vital
Oásis em meio à sofreguidão
Anos a fio vivendo numa quimera
Amor sonhado; reprimido no surreal
Mas vivido no marcante silêncio de um quarto escuro.
O ontem esquecido no cálice da bebida mortal
Ressurge com o sabor amargo das teias da saudade
Insistindo numa certeza incerta
Mortal diante os sorrisos falsos
O eterno acalanto de uma história sem fim
Rasgada em mil pedaços de uma vida
Triste ferida sangrando
Amor vivido pela eternidade afora
Lívida ou cheia de nuanças; apenas existente
Procurando pelo espírito de um mero fascínio
O silêncio do segredo do retrato perdido
Refletido pelas mudas lágrimas que molham o espelho
Ternura lunática de si
O mais envolvente sabor do fel
Do amor que fez da minha morte
A maior certeza da minha vida
E também a razão da minha vida poética
Tendo uma magia inexplicável
Em tudo que choro, tudo que vivo, tudo que rio
Realidade fantasiada pelo seu idílico descante
No tocar da tua mão em minha face
Inesquecivelmente sussurrando um “eu te amo”
De uma voz firme e doce... inefável...
Amor ferido, reprimido por ti, mas vivido por nós
Diante as mais letais armadilhas do destino
E da Dama Vida e do Senhor Tempo que não ousaram tentar apagar a chama do nosso amor...

Quem nunca ouviu dizer que a vida imita a arte? Mas é exatamente o oposto que quero grafar aqui, a arte imita a vida...
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