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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011



O ADEUS DA MORTE


A partir do dilúvio que você me causou
O vento que sopra em minha alma
É frio, vago
Em meio a uma tarde gris de outono.
O que sinto é vazio e fechado para o novo
Pois a mágoa e amor
São o que inteiramente residem em meu peito.
Por mais incrível que pareça
Eu não tenho mais lágrimas
Meu estoque já se esgotou
Pelas tantas vezes que me fizestes chorar
Com um sofrer amargo
Que tornou meu coração partido.
As duras lembranças
Me fazem desmoronar
Como um castelo de areia
Sob a fúria das águas do mar.
O retrato colorido que me destes
Agora é um PB
Envelhecido, esfumaçado
Por anos a fio que decidistes
Morrer para mim.
A minha vida também ficou em preto e branco,
Porém, não como teu retrato,
Pois ele mesmo velho
Me alimenta com o mesmo amor
Que me encantou no passado
E que me mata um pouco a cada instante.
Todas as noites,
Solitária,
Meus olhos sem rumo
Percorrem a escuridão do meu quarto,
O nada...
Procurando uma explicação lógica
Para você ter me deixado.
É tão pungente esta dor,
É tão real...
Por quê???
Um sentimento tão lindo
Que fiz de tudo para que se realizasse
Mas você o reprimiu
Se dizendo que era pouco pra mim,
Mas não era...
Quero que sejas bem feliz
Mas que morras de uma vez por todas
Para mim,
Aquela que sempre te amará.
O despontar da noite chegou
E já que só lhe tenho em sonhos
Eu vou tirar aquilo que me acorda todos os dias numa manhã gris,
Tirar-me-ei a vida
Dormirei para sonhar que estou contigo eternamente.
Estou enfraquecendo
Vendo o mundo ao meu redor escurecer,
Minha cabeça rodar,
Meus olhos pesarem,
Mas é por amor que meu sangue mancha este papel
É por amor que meu sangue se esvai dos meus punhos
Eu tentei te esquecer,
Mas infelizmente
Ou mesmo felizmente,
Eu não consegui...
Eu te amo muito...
Perdoe-me...
Adeus...

Um comentário:

  1. Um amor que encantou em outrora e no presente momento se torna um assassino...

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