Silêncio
Sou prisioneira do silêncio de um quarto escuro
De coração partido e masoquista
Que se prende ao nada
De um mundo figurado.
O silêncio é tão pungente
Retrata uma vida mal resolvida
Os sorrisos são falsos
Feito a constante alegria dos coristas
Que mesmo tristes
Sorriem para as pessoas.
Os sentimentos se fundem e se confundem
Amor e dor
Numa complexidade
Que busco em minha alma
Interpretação.
Dor por um amor roubado pelo destino
É uma procura incessante de si próprio
Num palco abstrato
Onde a vida desempenha um marcante papel.
Minha alma
Vive em meio a um constante silêncio
Por lembranças que me atormentam
Deixando-me mais uma vez
Vulnerável ao ataque da solidão.
O sofrer é nítido,
Rubro!
Estampado em minha tez
Marcado por uma lágrima de sangue...
Um último grito ecoa
Do mais profundo de minha alma
Matar-me-á a solidão
Sem nenhum disparo.

Desafio de escrever sem música imposto pela Fernanda. Espero ter cumprido. Grata.
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